Comunicação Interna

Discussão sobre as funções, oportunidades, aprendizados e dificuldades da comunicação para funcionários. Blog relacionado à gestão da comunicação interna e orientado aos alunos da Faculdade Cásper Líbero.

Comunicação Interna

Discussão sobre as funções, oportunidades, aprendizados e dificuldades da comunicação para funcionários. Blog relacionado à gestão da comunicação interna e orientado aos alunos da Faculdade Cásper Líbero.
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04.04.08

Novo endereço

Pessoal,

nosso blog vai mudar de endereço! Acesse a partir de hoje o

http://comunicacaocomfuncionario.blogspot.com/

Este novo blog é mais amigável, aparece em buscas pelo google, tem um nome mais simples e facilitará a minha vida.

A discussão, porém, continua a mesma!

Clippings da semana

Pessoal, alguns destaques da semana:

- A Exame que acaba de sair (com a Google na capa) traz duas reportagens especialmente interessantes. A AgendadoLíder fala sobre a importância de uma missão para a empresa. Jack Welch, ex GE e agora 'guru', cita que "pouquíssimos líderes realmente se dão ao trabalho de pensar numa missão para a empresa que seja de fato audaciosa e faça sentido". (...) "Ter uma missão não é garantia de sucesso, mas não ter missão alguma, normalmente, leva ao fracasso". Ele até tira um sarro dos textos suuuuuper in que levam todo mundo a lugar nenhum: "nossos valores são excelência, integridade e serviço ao consumidor. Em outras palavras, somos uma empresa como as outras".

 

Na mesma revista veja os comentários do vice-presidente de marketing da boeing falando sobre a importância do blog corporativo (pág. 126). Ele diz que a ferramenta traz "um nível de comunicação muito mais pessoal, eficiente e rápido". O blog chega a ter acesso de 100 mil leitores por semana.

 

Na blogosfera, destaque para os comentários raivosos de Fábio Albuquerque sobre comunicação interna.

http://fabioalbuque­rque.blogspot.­com/2008/­02/parem-­de-brincar-­de-comunicao-­interna.html

 

Para quem está a fim de criar seu próprio negócio, veja esta:

 

O GVcepe – Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital da EAESP – FGV anuncia a abertura das inscrições para o 3º Desafio GV-Intel de Venture Capital e Empreendedorismo – Inovação e Tecnologia.

O site www.cepe.fgvsp.br/desafio  é onde se encontram todas as informações necessárias à sua participação, de um aluno seu ou de algum amigo que está buscando uma oportunidade para apresentar o seu produto ou a sua idéia.

O 3º Desafio GV-Intel de Venture Capital e Empreendedorismo – Inovação e Tecnologia é a oportunidade que equipes têm de serem avaliados e apresentar seus planos à gestores de fundos e investidores anjo atuantes no mercado nacional.

03.04.08

Comunicação interna empreendedora

Para o sucesso em qualquer carreira, e em relações públicas não é diferente, nossa atitude faz toda a diferença.

Cabe-nos uma consulta com o 'espelho' para tentar identificar em que estilo de empresa queremos trabalhar.

Embora nem sempre haja um casamento feliz entre aquilo que a gente sonha com as oportunidades que aparecem, sempre restará a esperança (concreta, se é que posso dizer dessa forma), de construirmos a empresa que queremos trabalhar.

Em uma aula com o Tales Andreassi, na FGV, tomei conhecimento da cartilha do intraempreendedor. Adorei!

Tomar a dianteira e ser protagonista é sempre a melhor opção!

 

10 mandamentos do Intraempreendedor

1) Vá para o trabalho a cada dia disposto a ser demitido;

2) Evite quaisquer ordens que visem interromper seu sonho;

3) Execute qualquer tarefa necessária a fazer seu projeto funcionar, a despeito de sua descrição de cargo;

4) Encontre pessoas para ajudá-lo;

5) Siga sua intuição a respeito das pessoas que escolher e trabalhe somente com as melhores;

6) Trabalhe de forma clandestina o máximo que puder – a publicidade aciona o mecanismo de imunidade da corporação;

7) Nunca aposte em uma corrida, a menos que esteja correndo nela;

8) Lembre-se de que é mais fácil pedir perdão do que pedir permissão;

9) Seja leal às suas metas, mas realista quanto às maneiras de atingí-las;

10) Honre seus patrocinadores;

29.03.08

Impacientes, infiéis e insubordinados

Esta foi a chamada da revista Exame publicada no dia 20 de março, quando falou da geração Y. A Keith Pacheco, do 3º D, sugeriu um comentário sobre ela para que possamos debater um pouco, afinal todos estamos nesta fase (inclusive eu).

Primeiramente, vamos diferenciar as coisas. O que é exatamente Geração Y? É a geração formada por pessoas nascidas a partir de 1978. Ela compartilha o mercado com os baby-boomers (geração do pós-guerra, nascida entre 1945 a 1961) e a Geração X (1962 a 1977). Eu encontrei numa reportagem do Valor mais algumas informações interessantes sobre as diferenças entre as três gerações.

Segundo o jornal, enquanto as gerações X e Y buscam o reconhecimento imediato por sucessos, os "boomers" adotam a noção de "pagar suas dívidas em dia" .

Declarações de visão da empresa talvez devam ser mais profundas para motivar os jovens trabalhadores. As gerações X e Y querem sentir que estão fazendo diferença nas vidas das pessoas ou trabalhando para o bem da sociedade.

Por exemplo, a Ford recentemente atualizou sua declaração de visão, que era: "Ser a maior companhia de consumo do mundo em produtos e serviços automotivos". Ela acrescentou: "No processo de realizar essa visão, a companhia vai se concentrar em seus clientes, fornecer retornos superiores aos acionistas e melhorar a qualidade de vida das pessoas". Isto sinaliza para trabalhadores mais jovens que, na Ford, eles não estão apenas fazendo um trabalho, mas também fazendo diferença.

Os mais jovens se comunicam diretamente e buscam acesso direto à liderança. A matéria recente da Exame cita por exemplo que "os executivos mais experientes têm de entender que a informalidade nas relações hierárquicas não é sinal de insubordinação, mas algo natural na lógica dos jovens". Algumas empresas reagiram a isso encorajando a correspondência por e-mail com altos dirigentes, ou programando "chats" on-line com o CEO. Eu até cheguei a comentar em aula que o Fabio Barbosa, então presidente do real, que acabou de assumir o Santander fez isso durante todo o processo de compra e chegou a se surpreender com a reação e os comentários que recebeu dos funcionários.

A geração Y evita a burocracia e a política e não gosta de jogos de poder (pelo menos não tanto quanto as gerações anteriores). Mais empenhados em fazer seu trabalho de forma a poderem enfocar outros aspectos de suas vidas, os jovens querem clarear metas e adequar recursos para seu trabalho. Para os mais velhos, escolados em política e troca de favores, essa atitude pode parecer ingênua.

Os mais jovens admiram a honestidade, a integridade e o comportamento ético. Eles esperam que seus líderes pratiquem o que pregam e não vêem distinção entre níveis dentro da organização quando se trata do que é justo. As companhias que dividem a carga de cortes salariais e demissões por todos os níveis são vistas como mais justas do que as que visam os níveis inferiores.

Ainda pelas letras da reportagem do Valor, os administradores deveriam dar atenção às mensagens que transmitem quando recrutam: a lisura do sistema de avaliação; a justeza de salários e outras remunerações; e o valor colocado no indivíduo na atribuição de empregos e nos sistemas de treinamento.

O que os mais jovens querem não é tão diferente do que todo mundo deseja. Mas eles estão pedindo. Ter várias gerações trabalhando lado a lado pode provocar tensões e conflitos, mas pode também conduzir à criatividade e oportunidade.

O primeiro passo para garantir que as diferentes gerações trabalhem em prol de uma organização é reconhecer as diferenças. Depois é reavaliar a organização e a mensagem que ela transmite a todos os seus empregados por sistemas, políticas e processos. Algumas das mudanças que os trabalhadores mais jovens buscam serão boas para a organização como um todo.

Keith, obrigada por trazer o tema à discussão. Eu nunca havia olhado os conflitos internos sob a ótica organizada do estudo das gerações, e de fato ela pode contribuir com o debate das possíveis soluções.

Cabe mais um comentário: cuidado para não rotular as pessoas. Alguns transitam sem qualquer problema pelas facilidades e dilemas de cada geração. Meu chefe, por exemplo, completa 50 primaveras este ano e é melhor do que o melhor chefe que eu sonhei pra mim. Talvez essa seja uma das razões que eu contrarie a geração Y e esteja na mesma empresa há 10 anos. Sou super fã dele!!

O outro comentário da Keith vai na linha do estágio. Segundo as palavras da nossa colega, às vezes é difícil entender por que somos tão impacientes, ansiosos, ambiciosos...

Acho que valeria a pena ouvir a recomendação ou os comentários de alguém de RH ou alguém que trabalha com recrutamento e seleção, mas de certa forma não vejo nada de errado com isso. Principalmente se toda essa avalanche de emoções vier acompanhada de competências para trabalhar e contribuir efetivamente com a empresa.

Quem quiser ler a reportagem da Exame na íntegra, acesse http://www.infoblogs.com.br/view.action?contentId=31207&Impacientes-infieis-e-insubordinados

 Quanto ao título da matéria da Exame, eu arrisco um comentário pessoal: impacientes, sim, por muitas questões, mas nem um pouco acomodados para fazer parte da solução. Infiéis, também, mas inabaláveis com relação aos nossos valores e ao desejo de fazer a diferença. Insubordinados, talvez... Depende de quem diz (se tiver mais que 30 anos, hehehe), ou se quiserem jogar apenas o jogo do poder.

 

E, vocês, o que pensam de tudo isso?

26.03.08

A luz dos olhos nossos

Pessoal,

 

Hoje quero destacar uma das apresentações da última segunda-feira, que falou sobre o Olhar.

 

Com base na música 'O seu olhar', de Paulo Tatit e Arnaldo Antunes, o grupo do 3º RP D desenvolveu seu tema e explorou um aspecto muito interessante: olhar, não é apenas contemplar o mundo, é a forma de compor nossos pontos de vista.

 

O Alcides (de Lima Junior) até relacionou o assunto com as relações públicas, em tom poético:

"Saber olhar em relações públicas é essencial. Relacionar-se com públicos, cabeças, culturas e experiências diferentes requer um olhar especial para cada um; treinar nosso olhar é importante, e o olhar não apenas sai de si, ele leva tudo que temos por dentro e volta, reflete, traz para dentro da gente tudo que conseguiu captar lá fora. E saber compreender o olhar dos outros melhora nosso jeito de olhar, melhora nosso olhar. Sempre seu olhar melhora o meu, seja qual for".

 

Alcides, parabéns pela profunda reflexão em breves linhas.

 

Para aqueles que querem aprofundar o olhar sobre essa questão, sugiro um Programa da Rádio USP, que pode ser ouvido pela internet, e é simplesmente o máximo! Adivinha qual é o assunto? O olhar, é claro, rsrsrs.

 

O programa junta poesia, narração, conceito e música para falar deste tema e de outros, como a amizade, o belo, o homem, o medo e a angústia e a paixão. Vale muito a pena!

http://www.radio.usp.br/especial.php?id=8&edicao=olhar